Segundo ato contra Copa do Mundo

Protesto na região central de São Paulo contra realização de Mundial tem mais de 13 mil resenças confirmadas no Facebook

Segundo ato marcado pelas redes sociais contra realização da Copa do Mundo tem concentração na Praça da República, na região central de São Paulo. O primeiro protesto, realizado em 25 de janeiro, terminou em confronto e teve 128 pessoas detidas.

Policias detiveram manifestantes com golpes de artes marciais - Epitácio Pessoa/Estadão

Epitácio Pessoa/Estadão
Policias detiveram manifestantes com golpes de artes marciais

Às 23h30 deste sábado, 37 detidos foram liberados do 4.º Distrito Policial (Consolação).

A nova estratégia da PM era apoiada pela Tropa de Choque e por um helicóptero. O objetivo era isolar os black blocs dos demais manifestantes. Pelo menos oito pessoas ficaram feridas - cinco PMs, dois ativistas e um jornalista.

O tumultuo começou às 19h30. Os PMs cercaram um grupo de manifestantes na Rua Xavier de Toledo, no centro. No momento da detenção, nenhum deles estava cometendo vandalismo. A PM, porém, informou que só agiu após os primeiros atos de depredação.

Os policiais apanharam os manifestantes com golpes de artes marciais, como o chamado "mata leão", e desferiram golpes de cassetete. Eles retiravam um a um os manifestantes do meio do grupo. Até uma mulher sem máscara foi imobilizada pelos PMs e jogada ao chão.

A ação dividiu os manifestantes em dois grupos. Uma parte deles, formada principalmente por black blocs, correu para o Viaduto do Chá, quebrando lixeiras, depredando duas agências bancárias e orelhões. Também atacaram PMs com paus e garrafas. O segundo grupo voltou à Praça da República, local de origem do protesto, e caminhou pacificamente para a Rua da Consolação.

Enquanto isso, os policiais reuniam os detidos na Rua Xavier de Toledo, entre as Rua 7 de Abril e o Viaduto do Chá. Um cordão de isolamento dos PMs impedia que qualquer pessoa visse ou filmasse o que estava acontecendo com os detidos.

Todos foram obrigados a aguardar sentados a chegada de cinco ônibus que os conduziram a 7 delegacias, onde foi feita uma triagem para que a polícia decidisse quem seria autuado em flagrante - entre os detidos, havia cinco jornalistas que estavam trabalhando.

Mais tarde, a PM deteve mais 50 pessoas no Vale do Anhangabaú, entre elas uma repórter do Estado. Segundo a PM, os manifestantes detidos tinham máscaras, sprays, estilingues, bolas de gude e correntes.

No 78.º Distrito Policial havia 30 detidos. Segundo o advogado André Zanardo, do Coletivo Advogados Ativistas, a polícia fez um Boletim de Ocorrência coletivo acusando todos de desacato, resistência, desobediência e lesão corporal. "Não há nenhuma lei que ampare essas detenções", disse.

Barreira. Ao todo, cerca de mil manifestantes participaram do protesto. A PM não informou o total de homens que ela mobilizou. O ato havia começado às 17h. Os PMs haviam montado uma barreira na saída das estações do Metrô no centro e revistavam as mochilas de quem saía de lá. Um manifestante abandonou uma mochila com coquetel molotov dentro e foi filmado por câmaras do Metrô. Pessoas que passavam também relataram agressões feita por PMs.

 

  • 19h 40

    • 19h40

       

      De acordo com a Polícia Militar, os focos de tumultos estão controlados.

       

       
    • 19h34

       

      De acordo com a PM, os manifestantes provocaram tumulto, depredaram agências bancárias e entraram em confronto com a polícia na Rua Coronel Xavier de Toledo.

       

       
    • 19h29

       

      PM realizou cerco que isolou manifestantes.

       

    Concentração