Fruto amazônico pode diminuir riscos de câncer, diz pesquisa da USP

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto (SP), descobriram que substâncias presentes no guajiru – fruto amazônico que é normalmente consumido como suco e geleia – podem diminuir os riscos de câncer. Segundo a pesquisa, feita em parceria com uma universidade do Texas, a fruta tem um efeito anti-inflamatório sobre a doença.

Popularmente, as folhas do guajiruzeiro são utilizadas para chás que ajudam na diminuição dos níveis de glicose no sangue. Já o fruto é conhecido no meio científico por possuir compostos químicos importantes para prevenção de doenças.

Os testes com o guajiru em células com ou sem tumores começaram há três anos e os pesquisadores observaram que as substâncias presentes no fruto reduziram os danos em moléculas de DNA.

“Aqui no Brasil realizamos ensaios em ratos e verificamos a integridade do DNA desses animais e descobrimos que o fruto do guajizeiro diminui os danos induzidos”, afirmou o pesquisador Vinicius de Paula Venâncio, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão (FCFRP).

Anti-inflamatório
Nos testes com animais foi utilizado o guajiru inteiro, com polpa e casca. Nos Estados Unidos foram feitas análises em células de tecido do cólon humano, em que foi verificada uma redução da inflamação provocada por tumores.

De acordo com os primeiros resultados da pesquisa, foi possível verificar a presença de propriedades antimutagênicas, responsáveis pela regressão do DNA alterado pelo tumor. “E propriedade anti-inflamatória, ou seja, diminuição dos medidores inflamatórios”, explicou Venâncio.

Prevenção
Segundo a pesquisadora da FCFRP Lusânia Antunes, o consumo da fruta pode ter resultados preventivos. “Foi o que mostrou os experimentos com os animais. E pode ser que esses componentes do fruto tenham efeitos benéficos, mas ainda precisam ser confirmados e é preciso cautela antes de passar esses resultados ou essas aplicações em humanos”, afirmou.

Os testes com o guajiru e a eficácia do fruto contra o câncer ainda estão em fases experimentais e precisam passar por testes clínicos antes de poder ser utilizado na produção de medicamentos, por exemplo.

Fonte: G1