Flavinha e Rebeca puxam o Brasil, que garante vaga na final da Rio 2016

E Rebeca deve ter a companhia de Flávia Saraiva na decisão do individual geral. Com 56,532 pontos, a Pequena Notável se colocou na sétima posição àquela altura. Agora está na 12ª colocação do páreo e dificilmente fica fora do top 24. A grande aposta da baixinha, porém, é a trave. Ela encantou no aparelho, com uma série precisa e ousada. Os 15,133 a levaram para a primeira colocação naquele momento, à frente de chinesas e da romena Catalina Ponor, campeã olímpica do aparelho em 2004. Depois, também perdeu o posto para as americanas. Simone Biles, com 15,633, e Lauren Hernandez, com 15,366, assumiram os primeiros lugares e empurraram Flavinha para a terceira posição.

- Foi uma emoção muito grande, porque foi mina primeira Olimpíada e no meu país. Eu não fiquei muito nervosa, porque estava muito bem treinada. Estava concentrada. Deu tudo certo. Eu não quero colocar muita expectativa na trave. Estou tentando fazer o meu melhor. Se eu conseguir uma medalha vai ser uma alegria muito grande - disse Flavinha.

Grandes favoritas no Rio, as americanas certamente tirariam as duas brasileiras do posto de líderes no individual geral e na trave. Mas nada que diminua o feito das duas estreantes olímpicas. Por pelo menos algumas horas, Rebeca foi a ginasta mais completa do mundo, e Flávia, a número 1 na trave.

Flavia Saraiva; ginástica artística; brasil; olimpíadas (Foto: Julio Cortez/AP Photo)Flávia Saraiva brilhou no solo e principalmente na trave, assumindo a liderança do aparelho (Foto: Julio Cortez/AP Photo)

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TRAVE

Equilíbrio é o que é preciso na trave, e isso a Flavinha tem de sobra. A baixinha não tremeu por ser sua estreia olímpica aos 16 anos, por começar já em seu aparelho mais forte, aquele em que era apontada como candidata ao pódio. A Pequena Notável encantou com uma série incrível, praticamente perfeita. A nota de 15,133 coroou a apresentação e colocou a ginasta na liderança do aparelho. Foi o ápice de uma grande passagem do Brasil pela trave (assista ao vídeo abaixo).

 
 
 

 

Antes de Flavinha, Daniele  já havia conseguido 14,266 e Rebeca, 14,200. Jade teve um desequilíbrio, mas os 13,600 foram descartados na nota da equipe. Com 43,559, o Brasil se colocou como o melhor grupo na trave, à frente até de China e Rússia.

SOLO

Jade Barbosa; ginástica artística; brasil; olimpíadas (Foto: Ricardo Bufolin/CBG)Daniele Hypolito se apresenta no solo, ao som de Anitta (Foto: Ricardo Bufolin/CBG)

O solo do Brasil ganhou o ritmo de Beyoncé. Rebeca Andrade guardou um elemento inédito para a final individual geral, mas ainda assim rendeu à ginasta 14,033 pontos (assista ao vídeo abaixo). A mesma nota de Flavinha, que mais uma vez cativou com seu solo.Jade conseguiu 13,733 para descartar os 12,400 de Daniele Hypolito. Ao som de Anitta, a veterana do grupo sofreu uma queda e pisou fora da área. Diante da câmera, ela pediu desculpas à Arena Olímpica. Nem precisava. Todos aplaudiram a ginasta por seu esforço e sua trajetória em mais de uma década à frente da equipe brasileira. O Brasil esperava mais do que os 41,799 pontos no solo, mas nada que diminuísse a empolgação das anfitriãs da Rio 2016.

 
 
 

 

 

SALTO

Era a hora de voar no salto, o aparelho mais forte do Brasil. Uma a uma, Lorrane (14,833 pontos), Flavinha (14,633) e Jade (14,900) abriram o caminho para Rebeca Andrade. Essa, sim, não tem medo de voar. Pela primeira vez depois da lesão grave no joelho do ano passado, a ginasta apresentou um Amanar em competição, um dos saltos mais difíceis do código de pontuação(assista ao vídeo abaixo). O resultado do voo com aterrissagem quase perfeita foi a maior nota do Brasil no dia: 15,566. 

Ela só não vai disputar a final do aparelho por não ter tentado um segundo voo, necessário para quem quer brigar por medalha no salto. Preferiu focar na disputa do individual geral. Com 45,299, mais uma vez o Brasil foi o melhor em um aparelho.

Fonte: G1