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A “grande mãe Rússia” no divã de seu maior analista, Dostoiévski

Se a Rússia, como dizem os russos, é uma mãe (“a grande mãe Rússia”), ela tem uma alma. E se a Rússia tem uma alma, quem melhor soube analisá-la foi Dostoiévski.

Na parte inicial de sua obra, ou seja, nos contos que escreveu entre sua estreia, com o aclamado “Gente pobre”, de 1846, até sua prisão, em 1849, o que se vê é o futuro grande interpretador da atormentada “alma” do povo russo em formação. Ou seja, o poder descritivo e a profundidade analítica do homem russo, suas crenças e circunstâncias, que afinal transcendem esse homem e essas circunstâncias para se tornarem universais, já estão presentes e condensados em contos que integram a grande contística russa, ao lado de nomes como GórkiTolstói e São esses contos que estão reunidos em O ladrão honesto e outros contos (“Uma árvore de Natal e um casamento”, “O ladrão honesto”, “O pequeno herói” e “Um coração fraco”), reunidos pela primeira vez em português, em tradução direta do russo.

<a data-cke-saved-href="https://hedra.com.br/livros/noites-egipcias-e-outros-contos%20target=" href="https://hedra.com.br/livros/noites-egipcias-e-outros-contos%20target=" blank"="" style="box-sizing: border-box; color: rgb(231, 97, 29); text-decoration: none;">Luis Dolhnikoff, edito