Paulo Nobre não pode ser refém de gratidão aos jogadores que não servem para o Palmeiras

Palmeiras está a uma vitória de se salvar do rebaixamento. Joga em casa, diante de sua torcida e enfrenta um rival sem compromisso, apesar de sempre ser um rival. O bom é que só depende de suas forças para escapar. Depois desses 90 minutos que serão tensos para o torcedor, a não ser que o time abra 2 a 0 logo de cara, e vai fazendo seus golzinhos, com tranquilidade e bom futebol, tudo o que não aconteceu nas outras 37 partidas do campeonato, o presidente Paulo Nobre terá de cortar da própria carne, sem dó, para reformular o elenco.

Geralmente é nessa hora que o dirigente amolece e faz o que não deve, como reformar contratos e esticar a permanência de jogador no clube. Esse erro, Paulo Nobre já cometeu em sua primeira gestão. Por isso, digo que essa limpa no Palmeiras dever ser feita pensando no rendimento da equipe, em seu fortalecimento ao que vem pela frente, e jamais por qualquer tipo de agradecimento, simpatia, dívida ou falta de coragem. O presidente, e seus parceiros de diretoria, precisa gerir com ternura, mas também com decisões. Isso não se viu em Nobre até agora.

O Palmeiras chegou a ter 47 jogadores, pagos pelo clube, que não rendiam ou entregavam nada para o time. O Palmeiras rasgava dinheiro todo mês com esses jogadores que, todos sabiam, não resolveriam nada em campo. O torcedor pode até exagerar em suas cobranças, mas ele conhece cada jogador do seu time. Sabe quem merece aplausos e quem merece vaias. O presidente também.

Então, consumada a salvação neste domingo, às 19h, Paulo Nobre terá de ser forte para limpar a área, emprestar jogadores, negociar o salário dos que têm contrato com clubes interessados, ou simplesmente romper vínculos. Esse elenco de 2014 provou ser fraco e sem futuro. Não adianta apostar em atleta que não vai virar. A base deve ser olhada. O mercado deve ser olhado. É fácil ver num jogador se ele tem pegada ou não para vestir a camisa de um grande clube,  como é o Palmeiras. É facil também tropeçar na mediocridade, nos jogadores velocistas, com pulmões de fazer inveja.

Tudo isso passa pela caneta de Paulo Nobre, eleito pela comunidade palmeirense para gerir o clube, e o futebol, por mais dois anos. É preciso ter coragem para fazer a coisa certa.