Um funeral ao som da banda de música!

Um funeral ao som da banda de música

O céu oscilava entre o sol e o nublado. A família encarregava-se de conduzir até a igreja aquele que deu vida, sentido a ela de forma particular e coletiva. Era perceptível a solidariedade de cada um. E parecia que era feita uma prece sussurrada pelos seus netos, filhos (as), irmão, esposa, conhecidos, amigos à Deus pelo avô, pai, irmão, marido, tio que nos despedíamos pela última vez ali. 
O cortejo seguiu com a banda de música tocando. E a bandeira do município repousava no caixão. 
Ao som da banda de música que ele tanto gostava. E a bandeira representava o município que ele amava e dedicara anos de sua vida. Foi quase impossível conter o choro. Era amor que ele tinha pela vida, pela cidade de Morrinhos, era paixão que o movia. 
E a família Silveira passou a noite fazendo o que de melhor sabia fazer: contar história. Já não digo que eu caí de paraquedas no jornalismo, pois desde sempre a minha vida foi marcada por isso. E eu escolhi uma profissão que se encarrega de contar história. Eu carrego muito de vô Geraldo aqui. 
A melhor forma de eternizar alguém é a lembrança. Vô Geraldo ficou em nossa lembrança, eternizado. Não fui uma das melhores netas, muito menos a mais presente, mas a sua história, a sua pessoa foi muito significativa para mim. Carrego o sobrenome Silveira com orgulho e carrego a nomeação de ser sua neta com muito apreço. 
Não é só uma família que sepulta um membro, mas toda uma cidade chora pela partida de um membro que ajudou a construir uma cidade. Que suas histórias se eternizem em nossas memórias. 
Obrigada a todos que fizeram-se presente neste momento tão delicado.

Por: Gisélia Silveira